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Combate à Corrupção
2 de Junho de 2017 às 9h27

De Volta aos Trilhos: ex-presidente da Valec é preso preventivamente

Prisão de Juquinha ocorreu na manhã desta sexta-feira (2)

Acatando novo pedido do Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO), a 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia (JF) decretou a prisão preventiva do ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha. O mandado de prisão foi cumprido na manhã desta sexta-feira (2).

Um dos principais alvos da Operação De Volta aos Trilhos, Juquinha teve o primeiro pedido de prisão preventiva negado no dia 25 de maio, data da deflagração da operação ( clique aqui e veja a notícia). Naquela ocasião, a JF entendeu que ainda não havia elementos que justificassem a custódia cautelar de José das Neves, suspeito de lavagem de dinheiro oriundo de propina relacionada às obras de construção da Ferrovia Norte-Sul.

O novo pedido de prisão do MPF/GO baseou-se nos depoimentos prestados por Fábio Júnior Santos Pereira e Mário Césio Ribeiro, que foram conduzidos coercitivamente em 25 de maio. Ouvidos pela Polícia Federal, os dois teriam confirmado o envolvimento direto de Juquinha em todos os atos de lavagem de dinheiro.

Está marcada para as 13h30min desta sexta-feira, 2 de junho, a audiência de custódia na 11ª Vara da Justiça Federal.

Entenda o caso A operação, que é um desdobramento das investigações da Lava jato e nova etapa das operações O Recebedor e Tabela Periódica, baseou-se em acordos de colaboração premiada assinados com o MPF/GO pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, que confessaram o pagamento de propina ao então presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha , bem como em investigações da Polícia Federal em Goiás que levaram à identificação e à localização de parte do patrimônio ilícito mantido oculto em nome de terceiros (laranjas).

Os principais alvos da operação foram José Francisco das Neves, o filho dele Jader Ferreira das Neves e o advogado Leandro de Melo Ribeiro. Os dois primeiros são suspeitos de continuarem a lavar dinheiro oriundo de propina, mantendo oculto parte do patrimônio amealhado. O último é suspeito de ser laranja dos dois primeiros e de auxiliá-los na ocultação do patrimônio.

Foi a pedido do MPF/GO que o juiz substituto da 11 a Vara Federal da Sessão Judiciária de Goiás determinou as prisões preventivas de Jader e de Leandro.

Juquinha e seu filho já foram condenados na ação penal nº 18.114-41.2013.4.01.3500 (operação Trem Pagador) a dez e sete anos de reclusão, respectivamente, por formarem quadrilha e lavarem aproximadamente R$ 20 milhões provenientes da prática de crimes de cartel, fraudes em licitações, peculato e corrupção nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul, praticados por Juquinha quando presidiu a empresa pública Valec. Ambos aguardavam o julgamento de seus recursos em liberdade.

As prisões foram pedidas porque se apurou que os investigados, mesmo depois de condenados, continuam a cometer crimes de lavagem de dinheiro (estão em plena atividade criminosa), estão produzindo provas falsas no processo para ludibriar o juízo e assegurar impunidade, além de custearem parte de sua defesa técnica (advogados) com dinheiro de propina. O pedido de prisão preventiva de Juquinha foi indeferido pelo juízo, que considerou não haver, no seu caso, provas suficientes de atualidade criminosa.

Confira as decisões do TRF1 nos processos nº 0005197-72.2017.4.01.0000 , nº 0025932-29.2017.4.01.0000 e nº 0005195-05.2017.4.01.0000


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