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Cooperação Internacional

Unidade de cooperação internacional do MPF comemora 10 anos de atuação

Janot explicou que a atual configuração da SCI é consequência lógica do aumento da estatura adquirida pelo Centro de Cooperação Jurídica Internacional

Os 10 anos de atuação do Ministério Público Federal na cooperação internacional foram destaque nesta segunda-feira, 25 de maio, durante solenidade realizada na Procuradoria-Geral da República. O seminário em comemoração à criação da Secretaria de Cooperação (SCI) Internacional contou com homenagens aos ex-procuradores-gerais da República e servidores que contribuíram para a consolidação da área e com o lançamento da campanha #CORRUPÇÃONÃO, realizada pelo MPF em parceria com a Associação Ibero-Americana de Ministérios Públicos (Aiamp), e da coletânea MPF Internacional, conjunto de seis obras temáticas.

Em seu discurso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, explicou que a atual configuração da SCI foi dada em setembro de 2014, consequência lógica do aumento da estatura adquirida pelo Centro de Cooperação Jurídica Internacional, estabelecida em 2005, na gestão do então procurador-geral da República Cláudio Fonteles. "Permitiu-se, assim, que o MPF continuasse a galgar lugar de destaque no cenário das relações internacionais, conforme, inclusive, estabelecido no nosso Planejamento Estratégico", disse.

O secretário de cooperação internacional, procurador regional da República Vladimir Aras, lembrou de vários esforços feitos antes mesmo da criação formal do setor para dizer que a história da cooperação internacional do MPF não tem apenas dez anos, mas que esta década é um símbolo que deve ser registrado. "Viemos celebrar. Mas instituições, empresas, órgãos públicos não fazem propriamente aniversário. Instituições são formadas por bens materiais e por ideais. São formadas por valores. Instituições são formadas sobretudo por pessoas. E é por elas que estamos aqui hoje".

Segundo Aras, cooperar é encurtar distâncias, ainda que longínquas sejam as geografias; é falar um só idioma mesmo diante da babel humana; é fazer do que importa ao outro a nossa maior preocupação. "Quando cooperamos com outros países, somos continuamente convidados a olhar para fora. Mas, para bem colaborarmos com a promoção da Justiça e da cidadania em todos os cantos, somos antes convidados a olhar para dentro. E, num primeiro instante, somos instados a colaborar entre nós, de forma ordenada, e com cada um dos órgãos brasileiros de cooperação".

Homenagens - Cláudio Fonteles foi homenageado juntamente com os procuradores-gerais de gestões anteriores: Geraldo Brindeiro, Antonio Fernando Silva de Souza e Roberto Gurgel. Também receberam placas de agradecimento pela contribuição à unidade os subprocuradores-gerais da República Edson Oliveira de Almeida, Eugênio Aragão, Lindora Maria Araújo e Denise Vinci Túlio; e os servidores Carmem Lúcia Louzada Petrarca, Sílvia Helena Sousa Penha, Ana Lúcia de Oliveira Teixeira, Wilson Hiroto Kaipper, Georgia Renata Sanchez Diogo e Francisca Maria Bezerra Araújo.

Fonteles falou em nome dos homenageados, destacando mecanismos plurais, de forte interação e de trabalho coletivo do MPF. "Tempo favorável em que procuradoras e procuradores da República se dispuseram a sair dos seus gabinetes e trabalhar fortemente em equipe, defender a sociedade brasileira e a ser a voz da sociedade brasileira diante do Poder Judiciário, que apresenta e faz a sua vertente contra o que lhe parece ser a ilegalidade do Estado administrador, do Estado legislador e do Estado julgador", conclamou. Aproveitando o mote da campanha #CORRUPÇÃONÃO, sugeriu aos membros do MPF: "nunca hesitem, nunca temam, nunca desistam".

Campanha - A campanha #CORRUPÇÃONÃO foi apresentada pelos servidores da Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República Adriana Conti e Tatiana Bicca. De acordo com elas, a ação visa ampliar o debate sobre o combate à corrupção, além de conscientizar as pessoas sobre o papel do Ministério Público no enfrentamento a este tipo de crime. As servidoras explicaram que a campanha tem o público jovem como principal alvo por ser o que está mais disposto a mudar o comportamento. Conforme disseram, por isso também o foco é nas mídas sociais, com apoio das mídias convencionais. Clique aqui para mais informações.