Meio Ambiente e Patrimônio Cultural

Artigos Científicos

  • Novo Modelo Institucional de Prestação de Serviços Públicos de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário no Brasil

    Descrição Resumida: O modelo aqui proposto para água e esgoto é perfeitamente aplicável ao saneamento básico tal como definido pela Lei Federal N.º 11.445/2007, portanto alcançando o manejo de resíduos sólidos e a drenagem de águas pluviais em bacias urbanas. Mais do que isso, pode e deve ser extensível ao saneamento ambiental como um todo, incluindo adicionalmente o controle de vetores de transmissão de doenças e a disciplina sanitária e ambiental do uso e ocupação do solo. Como corolário, a proposta traz importantes implicações para a modernização da gestão de recursos hídricos.
    Autor: Antonio Carlos Parlatore - Engenheiro civil e sanitarista, Diretor da SANTORE ZWITER ENGENHEIROS ASSOCIADOS. Artigo publicado na Revista Brasileira de Infraestrutura - Julho/2016 (da Editora Fórum), vinculada ao Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos da Infraestrutura - IBEJI.
    Incluído em: 9 Mar 2017
  • Um breve histórico das Agências Francesas de Água.

    Descrição Resumida: As discussões que têm acompanhando o processo de definição e montagem do sistema de gestão de recursos hídricos contribuíram para melhorar o conhecimento da sociedade em relação aos problemas relacionados com os usos da água e também para tornar mais conhecidos os resultados possíveis de serem alcançados com esse modelo. Mesmo que o sistema ainda não teve sua montagem completada, as inquietações, dúvidas e ansiedades por parte da sociedade em geral e mesmo de muitos técnicos já são sensíveis. Os parâmetros utilizados para nortear a cobrança são os mais representativos? A participação da sociedade será mesmo efetivada com os comitês de bacias? O formato institucional da ANA é o mais apropriado? Enquanto no Brasil a ANA completa seu terceiro ano, ainda sem sua estruturação completada, depois de mais de 30 anos de funcionamento, os franceses avaliam os resultados obtidos e discutem a reformar de suas agências. A história dos primeiros passos das Agencias francesas pode ser útil para nos anteciparmos às possíveis dificuldades que a agencia brasileira terá para cumprir sua missão. Este artigo propõe, sem querer esgotar o assunto, extrair algumas lições da prática francesa que possam ser úteis para o caso brasileiro. PEREIRA, J. S. Um breve histórico das Agências Francesas de Água. In: XV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, 2003, Curitiba. Anais do XV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Porto Alegre: Associação Brasileira de Recursos Hídricos, 2003.
    Autor: Jaildo Santos Pereira - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas. Núcleo de Pesquisa em Engenharia Sanitária e Ambiental.
    Incluído em: 7 Mar 2017
  • A indústria têxtil no Brasil: uma revisão dos seus impactos ambientais e possíveis tratamentos para os seus efluentes

    Descrição Resumida: Os resíduos das atividades industriais causam sérios prejuízos ao meio ambiente, em especial aos corpos hídricos. Dentre esses resíduos podemos citar os efluentes descartados pelas indústrias têxteis, que se caracterizam por apresentar alta carga de compostos químicos orgânicos. Os corantes são os principais resíduos desses efluentes, sendo estes compostos de difícil degradação e altamente tóxicos para o meio ambiente. Existe uma extensa variedade de métodos para tratar esses compostos, e com esse objetivo foi feito neste trabalho uma revisão dos métodos adsortivos, oxidativos e biodegradação, utilizados no tratamento desses contaminantes. Abordamos as principais vantagens e aplicações de cada um dos métodos, de modo a analisar melhor sua ação no tratamento do efluente têxtil. Discutiu-se também a possível origem dos corantes e todas as suas variações presentes atualmente no mercado têxtil, bem como os atuais métodos utilizados para analisar sua toxicidade, avaliando a importância desses testes antes e após os tratamentos de efluente. Desta maneira este trabalho permitiu avaliar a utilização e os impactos causados por essas substâncias quando descartadas incorretamente no meio ambiente.
    Autor: Érica Janaina Rodrigues de Almeida, Guilherme Dilarri e Carlos Renato Corso - Departamento de Bioquímica e Microbiologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Avenida 24 A, nº 1515, 13506-900, Rio Claro - SP.
    Incluído em: 23 Nov 2016
  • ÁGUA MINERAL: MUDANÇA TOTAL JÁ !

    Descrição Resumida: Para bem gerir a água em toda sua diversidade, assim como para zelar pela saúde da população, há uma vasta legislação correlata. Dentre todos os usos, focaremos aquele que nos é mais relevante, a água para matar a sede. A água que se guardava em um pote (potável) para beber ao longo do dia. Enfatizaremos a água que genericamente denominamos “água mineral”.
    Autor: Plínio de Sá Moreira - Engenheiro Químico.
    Incluído em: 10 Out 2016
  • ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO AMBIENTE INSTITUCIONAL E DA GOVERNANÇA HÍDRICA NO PADRÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE RECURSOS HÍDRICOS DOS ESTADOS DO CEARÁ E DE PERNAMBUCO

    Descrição Resumida: A gestão dos recursos hídricos tem grande importância na agenda política dos governantes. Entre outros motivos, porque a demanda por água vem crescendo vertiginosamente e a oferta desse recurso é praticamente constante. A despeito da evolução tecnológica na exploração dos recursos hídricos, a compatibilização entre demanda e oferta futuras ainda está longe de ter uma fórmula de solução fácil. Estima-se que vinte e seis países já se encontram em situação de penúria e vinte outros estão em situação de alerta (Flores, 2000).
    Autor: Fábio Henrique Granja e Barros – Tribunal de Contas da União e Jorge Cravo – Ministério Público Federal
    Incluído em: 7 Out 2016
  • UTILIZAÇÃO DE MICROCRUSTÁCEO PARA AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DA ÁGUA DOS RIOS JAGUARI E ATIBAIA

    Descrição Resumida: A utilização de ensaios biológicos vem assumindo grande importância na avaliação da qualidade das águas de rios, pois verifica a ação sinergística de substâncias que constam na legislação, bem como de compostos novos que anualmente são dispersados na água. Este trabalho procurou realizar uma avaliação nos rios Jaguari e Atibaia, que estão entre os principais rios do Estado de São Paulo e fazem parte da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (BH-PCJ, UGRHI-5). A BH-PCJ possui elevado índice demográfico com intensa urbanização e desenvolvimento industrial. Como consequência apresentam degradação dos seus recursos hídricos, com contaminação orgânica, inorgânica e biológica. Para facilitar a análise e gerenciamento das bacias hidrográficas, a National Sanitation Foundation (NSF/EUA) criou em 1970 o Índice de Qualidade das Águas (IQA), visando resumir a variação numérica dos parâmetros físicos, químicos ou biológicos a um valor global, classificando as águas quanto as suas propriedades e qualidade para seu uso. O Brasil tomou como referência o IQA-NSF, incorporado pela Cetesb em 1978, considerando o conjunto de nove parâmetros: Escherichia coli, pH, nitrogênio total, fósforo total, sólidos totais, temperatura, turbidez, oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio. Neste trabalho objetivou-se avaliar a toxicidade das águas dos rios Jaguari e Atibaia mediante ensaios com o microcrustáceo Ceriodaphnia dubia. Os ensaios foram realizados de acordo com a norma ABNT/NBR 13373:2010, 90 coletas no período de março/2011 a março/2016, num total de 270 amostras. A toxicidade nas amostras foi relacionada com os valores de IQA calculados para o mesmo período. As amostras do Rio Jaguari apresentaram toxicidade crônica ao microcrustáceo somente nas coletas de novembro e dezembro/2014, coincidindo com o início das chuvas após o período de seca intensa que atingiu a região Sudeste. Neste período adverso, registrou-se em 8 coletas no Rio Atibaia potencial tóxico a C. dubia. Embora ambos os rios sejam classificados como Classe 2, os valores de IQA das amostras do rio Atibaia nos pontos analisados mostraram-se inferiores, e com maior potencial para causar toxicidade crônica em C. dubia.
    Autor: MESSETTI M. A. - Bióloga, Doutoranda em Ciências Biológicas – Microbiologia Aplicada, Depto. de Bioquímica e Microbiologia – IB-UNESP, Rio Claro -SP; RAMOS, M. A. G. - Doutor em Ciências Biológicas - Microbiologia Aplicada, Depto. de Bioquímica e Microbiologia – IB-UNESP, Rio Claro -SP; LEITE, D. A. N. O. - Doutora em Ciências Biológicas - Biologia Vegetal, e doutora em Geografia – Análise Ambiental, Universidade Estadual Paulista, Campus Rio Claro –SP e ANGELIS, D. F. - Professora aposentada, voluntária, adjunta em Microbiologia. IB- Depto. de Bioquímica e Microbiologia, UNESP - Rio Claro –SP.
    Incluído em: 6 Out 2016
  • CHORUME GERADO EM ATERROS SANITÁRIOS: INTERFERÊNCIAS NA SAÚDE AMBIENTAL

    Descrição Resumida: Segundo o IBGE, a produção per capita de lixo no Brasil varia de 0,3 a 1,1 kg/dia e a população brasileira gera cerca de 230 mil toneladas de lixo diariamente (CEPAM, 2011). Sendo assim, em média cada habitante produz cerca de 700g de lixo por dia, estes valores mudam de acordo com o nível de desenvolvimento do país, quanto mais rico mais descarte e maior o impacto. Se este valor for extrapolado, por exemplo, para uma cidade de 200 000 habitantes, serão produzidos cerca de 140 toneladas/dia, resultando em 4200ton/mês.
    Autor: Nair Conde de Almeida – Bióloga; Doutoranda em Ciências Biológicas – Microbiologia Aplicada, Depto. de Bioquímica e Microbiologia – IB-UNESP, Rio Claro -SP e Profa. Dra. Dejanira de Franceschi de Angelis, Profa. Adjunta em Microbiologia, voluntária no Depto. de Bioquímica e Microbiologia – IB-UNESP, Rio Claro -SP
    Incluído em: 6 Out 2016
  • Uso do DDT: um perigo eminente para a saúde humana

    Descrição Resumida: O DDT, uma substância produzida em 1874, por um laboratório de Estrasburgo, França, e que teve sua propriedade como inseticida descoberta pelo Químico Paul H. Müller, em 1939, o que lhe agraciou o prêmio Nobel de Fisiologia de 1948. Considerado o primeiro pesticida moderno, o DDT tornou-se a grande panaceia, sendo produzido e comercializado em larga escala e utilizado no combate e tentativa de erradicação dos mosquitos vetores da malária e do tifo (OMS, 1982).
    Autor: Silvia Regina Gobbo - FACIS/UNIMEP (Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Metodista de Piracicaba)
    Incluído em: 22 Mar 2016
  • Os compromissos olímpicos e o legado para o saneamento ambiental da cidade e da Baía da Guanabara

    Descrição Resumida: Este capítulo apresenta os avanços ocorridos desde a escolha da cidade para a sede das Olimpíadas em 2008, discute os possíveis legados e sugere estratégias para a despoluição da Baía da Guanabara, praias e sistema lagunar. Depois desta breve introdução, a segunda seção contém uma descrição sumária do problema de saneamento e ambiental que existia em 2008, quando a cidade do Rio de Janeiro aceitou o desafio de sediar os Jogos Olímpicos. A terceira seção apresenta o que foi feito no período 2009/2014. A quarta apresenta o que foi já concebido e se planeja execução para depois de 2015. Por último, na quinta seção, é exposta a grande lição que se pode extrair do conjunto de questões apresentadas.
    Autor: Marilene Ramos, engenheira, M.Sc., D.Sc., professora da FGV-Rio, Presidente do IBAMA e Jerson Kelman, engenheiro, M.Sc., Ph.D., professor da COPPE-UFRJ, Presidente da Sabesp
    Incluído em: 8 Mar 2016
  • Gestão de Sustentabilidade e de Responsabilidade Social no Setor Empresarial: busca do atendimento dos compromissos das recentes conferências das Nações Unidas - com ênfase para a proteção dos recursos hídricos

    Descrição Resumida: Neste artigo, o autor em conjunto com seus colaboradores (ver lista de especialistas que colaboraram na preparação do documento no Capítulo Agradecimentos), revê e discute inicialmente o conceito do modelo de “Economia Verde” do ponto de vista do setor empresarial, seus enfoques e desdobramentos, para a promoção de desenvolvimento sustentável, e as ações futuras a serem implementadas no âmbito nacional e internacional, com base no documento “Economia Verde”, originalmente preparado pelas Nações Unidas, que serviu de base para as discussões da Conferência Rio +20, Cúpula Pós-2015 e COP 21. Neste artigo, também são propostas ações e recomendações com ênfase para a proteção dos recursos hídricos e garantia do acesso à água em quantidade e qualidade adequada, com base nas resoluções e compromissos aprovados na Conferência Rio +20 (Rio de Janeiro), na Cúpula Pós-2015 (New York) e na COP 21 (Paris).
    Autor: Marcelo Drügg Barreto Vianna - Engenheiro Civil (1973) Universidade de Brasília, Curso de Especialização em Engenharia Econômica (1975), Mestrado em Hidráulica e Saneamento pela EESC- Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1974), Doutorado pela Universidade de São Paulo, M.Sc. e Ph.D. em Engenharia pela Universidade de Birmingham na Inglaterra (1979). Atualmente é Sócio e Membro do Conselho da Xingu Capital (associada ao First Capital), Membro do Conselho Superior de Gestão em Saúde do Estado de São Paulo, Membro do Conselho Consultivo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Membro Conselho da PROPM, Membro do Conselho Consultivo da Boston Scientific Corporation – Brasil, e de outras instituições e organizações. Advisor e consultor do IDB – Inter American Development Bank em Washington para as áreas e projetos de sustentabilidade, energia e industrial (desde 1990) e das Nações Unidas. Certificação de Conselheiro de Administração pelo IBGC. Professor do Curso de MBA de Gerenciamento de Facilidades da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e também Professor do DIMEC- Grupo de Estudos Direito Internacional do Mercado de Capitais do Departamento de Direito Internacional e Comparado da Faculdade de Direito da USP- Universidade de São Paulo Faculdade de Direito. Este artigo consiste na atualização do Capítulo intitulado “Gestão de sustentabilidade e de responsabilidade social no Setor Empresarial” preparado pelo autor e parte do Livro ”Brasil Competitivo – Desafios e estratégias para a indústria da transformação”, publicado pela Deloitte em 2012.
    Incluído em: 24 Fev 2016