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Amapá

9 de Outubro de 2019 às 17h15

Operação Bonecos: MPF e PF atuam contra fraudes em empréstimos consignados no Amapá

Organização criminosa gerou prejuízo aproximado de R$ 1,6 milhão a instituições financeiras

Banner com fundo preto e texto Operação MPF

Imagem: Secom | PGR

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (9), operação para combater fraudes em empréstimos consignados de servidores públicos no Amapá. Batizada de Operação Bonecos, a ação policial buscou cumprir 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá e Santana.

Segundo as investigações, a fraude consistia na utilização de nomes de servidores públicos para a obtenção de empréstimos consignados, com o uso de documentos falsos. Com o golpe, estima-se que a organização criminosa tenha gerado prejuízo de cerca de R$ 1,6 milhão a instituições financeiras.

Para escolher as vítimas do golpe, os integrantes da organização criminosa acessavam bases de dados para pesquisar aqueles que tinham boas margens consignáveis. Após, eram obtidas senhas de consignação junto aos órgãos de gestão de pessoal e, assim, os empréstimos eram solicitados às instituições financeiras. Nessa fase, para acessar cadastros e alterar dados sem conhecimento das vítimas, a organização criminosa contava com a participação de servidores lotados na Superintendência de Administração do Ministério da Fazenda no Estado do Amapá.

Obtida a autorização preliminar, o grupo criminoso realizava a confecção dos documentos falsos indispensáveis à obtenção dos empréstimos. Pessoas – chamadas pelos membros da organização de bonecos – eram recrutadas para se passar pelos servidores públicos, no ato da contratação do empréstimo. Os documentos forjados continham dados pessoais dos servidores públicos vítimas do golpe e as fotos dos “bonecos”.

Penas - Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, estelionato majorado, uso de documento falso, falsificação de documento público, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação. Se condenados, poderão cumprir pena de até 32 anos de reclusão.

*Com informações da Ascom PF

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